31 dezembro 2006

Adeus 2006... Olá 2007

Marcelo Ganzo Pereira no colo de seu bisavô Boleslaw

Hoje recebi um e-mail muito simpático de uma amiga argentina de meu irmão Marcelo. Interessante... fazia anos que ela não tinha contato com ele. Localizou-o através do site e isto é gratificante. Com esta idéia de pôr fotos, histórias, curiosidades sobre nossa família na internet, acabei por oferecer um meio de encontrar amigos. E por este motivo, ainda acho que vale a pena continuar postando aqui. Há histórias a serem contadas... lembranças lindas de pessoas maravilhosas... histórias recentes, antigas... mas que precisam ser redigidas, me enviadas. Ainda aguardo mensagens, cartas, fotos, recortes de meus parentes. Alguns se prontificaram a enviar, outros nem se dispuseram a me atender! Mas até o momento não as recebi... continuo na esperança de poder compartilhar destas emoções com todos que se interessarem.
Vamos aguardar 2007. Aguardar com esperança, fé, e muita garra para superarmos todos os obstáculos que hão de surgir, e finalmente, se Deus permitir, conquistarmos nosso lugar no panteão dos vitoriosos.
O ano de 2006 se encerra de forma melancólica para mim. Não que tenha sido um ano péssimo, mas houve deveras causas de tristeza. A saúde de irmãos meus, primos, meu pai, minha mãe...
Houve, é lógico, momentos lindos neste ano... a formatura no ginásio de meu filho Victor, mais uma etapa vencida... as alegrias que nos trouxe minha filha Victória... os encantos de todos de minha família. É, não foi tão ruim assim... mas, sempre espera-se encerrar o ano com alegria... e isto não me vem ocorrendo já faz algum tempo!
Vou levando... esperando... torcendo para que todos sejamos felizes!
2007... aqui vamos nós de cabeça e coração... não nos decepcione... esperamos demais de ti, ok?

FELIZ 2007!

24 dezembro 2006

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!

Nossa família reunida em torno do vô Merico e da vó Albertina. Só felicidade... Esta foto é 20 de agosto de 1995. Aniversário da vó Albertina.


O Natal está aí, mais um ano se aproxima de seu final e novamente as esperanças se renovam para mais uma jornada de 365 dias... alegrias e tristezas... vai depender da sorte e da vontade de cada um de nós. Mas uma coisa é certa... os natais passados foram mais felizes! Quando me lembro que todos se reuniam em volta de meus avós, Merico, Lucinda, Albertina e Juan Carlos... era uma grande festa! A família reunida e feliz! Mas tudo passa e a única coisa que fica são as fotos, as lembranças, boas lembranças e a saudade.
Então percebemos que mais alguns entes queridos ficaram pelo caminho... seguiram seu destino e encontraram-se com Deus. Nós ficamos... carregados de tristeza e com força para continuar nossa jornada.
Muitas vezes lembramos deles somente nas festividades... não é o meu caso... essas criaturas de Deus nos proporcionaram muito mais que natais felizes, nos proporcionaram a verdadeira essência da vida... o amor verdadeiro. Não é por acaso que nossos sentimentos voltados à eles são de uma saudade imensa e de um amor eterno! Eles foram e continuam a ser nossas luzes, nossos caminhos... nossas estrelas guias brilhando no céu.
Há uma sensação de vazio em nossos natais após a partida de nossos últimos avós... Albertina e Merico. Sabemos que isto é constante... ao longo da vida há sempre a renovação da família... uns saem de cena, outros surgem no palco... surpreendem, emocionam... mas ainda sentimos falta de nossos velhos atores. Sei... demo-nos por felizes... não são todas as famílias que poderiam juntar na hora do almoço aos domingos seus avós, pais, tios, primos... amigos em todos os momentos. Crescemos numa união e numa aproximação muito grande. É por isso que hoje, nosso Natal é tão triste. A família não se reune mais daquela forma... falta a presença de nossos anjos da guarda.
Noite Feliz... noite feliz... vamos nos abraçar e rezar... agradecer nosso bom Deus por nos dar a dádiva da vida, a dádiva do amor. Assim, poderemos nos lançar ao mundo com a leveza de nossos corações puros e carregados de amor e fraternidade para com todos!

Feliz Natal e Feliz Ano Novo de 2007. Que Deus nos ilumine eternamente e que nos traga esperança e muita alegria em 2007 e em todos os outros anos que virão!

29 novembro 2006

Um desabafo!

Sabe... acordei hoje com uma tristeza imensa...
Talvez seja esta chuva que não para de cair... há três dias!
Mas talvez seja "apenas" uma depressão... passageira é claro, pois não sou de ficar triste muito tempo. Amo a vida e minha família!
O que seria de mim sem minhas paixões... meus filhos, minha esposa, meus pais, meus irmãos... meus amigos!
Ainda assim continuo a pensar... será que há um lugar lindo, onde nós possamos viver em paz e sem problemas? Onde possamos curtir nossos filhos crescerem em segurança? Meu Deus!!! Aonde estamos?
Todo dia ouvimos tragédias! Temos que dar um basta! Não é esse mundo que desejei à meus filhos ao concebê-los!
Nada funciona... está tudo um caos... prefeitura, governo do estado, autarquias... NADA!!! CHEGAAAAAAAAAAAAA!!! Por favor, me ajudem... preciso fazer o sistema funcionar, funcionar corretamente... sem corrupção, sem burocracia... sem stress!
Verdade seja dita... a razão para a dita depressão é a dificuldade de resolver meus problemas... problemas com a obtenção de alvará para o funcionamento de uma empresa que deveria ser o futuro dos meus filhos!
Já se passaram três anos do meu primeiro pedido de licença na Prefeitura Municipal de Florianópolis. De lá para cá, já recebi três negativas... DIFERENTES! No entanto, houve liberação para uma empresa semelhante, nas mesmas condições da minha! Como??? Só pode ser a bendita da "CORRUPÇÃO"! Me nego a dar dinheiro aos safados!!!
E assim vou levando esta minha agonia... volta e meia passo a semana indo atrás da máquina... outras tantas esqueço que preciso deste alvará... é muita tortura! Os obstáculos parecem intransponíveis... e nessa hora lembro de minha linda família... quem mais para me dar força e desejo de vencer!?
Ainda iremos conseguir... afinal não estamos pedindo nada ilegal!
E assim chega-se ao fim mais um desabafo! Sei... diferente, mas necessário... quem sabe não dê uma lida aqui alguém que possa me ajudar? Basta ter vontade e infelizmente, conhecidos na PMF. Infelizmente sim... porque sou correto, íntegro. Não vou e jamais aceitarei subornar. E mais uma vez pergunto... isto é política? Que serviço é este? Somos nós que pagamos para esses incopetentes estarem lá... e fazerem funcionar corretamente a máquina! Ahhhh... droga!
Vou tentar mais uma vez semana que vem!
Bem, desculpem-me... não era o tipo de informação que gostaria de postar aqui, mas ainda acho que foi muito bom falar sobre isto. Abraços à todos!!!

11 novembro 2006

Juan Ganzo Fernandez Filho

1943... Albertina Saikowska de Ganzo com seus filhos, Clorinda (Pochi) e Carlos Alberto (Beto) e acompanhando-os nesta foto seu tio, isso mesmo... o menorzinho é o tio Juancito!

Ouvi muitas histórias e estórias sobre o tio Juancito. Se tornou um personagem folclórico aqui em Florianópolis. Histórias como a de que certa vez trocou uma bicicleta por um pastel.
Tio Juancito sempre foi avesso aos bens materiais... não ligava valores e sim a importância naquele momento em que realizava suas transações.
Homem muito educado, engraçado, cativava a todos.
Espero que algum parente possa me repassar alguma história do tio Juancito para pôr aqui no Blog. Infelizmente não sei, ou não lembro delas.
Tio Juancito nos deixou orfãos de sua amizade e simpatia aos 59 anos de idade em 11 de maio de 1999.
Tio, o senhor foi mais um que nos encheu de orgulho de pertencermos a esta família. Deus te abençõe.

29 outubro 2006

Feliz Cumpleaños Rodolfo e Silvia Graciela Ganzo


Este é meu primo Rodolfo Miguel Bia Ganzo e sua irmã gêmea Silvia Graciela Ganzo.
Hoy (28/10/1962) es tu Cumpleaños y nosotros somos muy felices de poder, a pesar de la distáncia, compartirlo contigo. En mi nombre y en nombre de la familia Ganzo en el Brasil, te deseo muchas felicidades y lo mejor que Dios puede regalar en la vida a alguien como tú, un primo, tan especial.

Tive o prazer de poder conversar ao telefone com ele... e também a troca de e-mail agora é constante. Ora, quem diria... há poucos dias nem sequer sabia que meu bisavô tinha irmãos e muito menos que havia primos no país vizinho. E foi deste contato que acabamos por entrelaçar nossas famílias. É um grande acontecimento!
Pra falar a verdade, fazia tempo que não me deliciava com histórias tão lindas. É gratificante ler suas histórias, seus nomes... ver suas fotos. A sensação é de que já nos conhecíamos, tamanha a afinidade.

Caro Rodolfo... um pouco atrasado é verdade, parabenizo a você e a sua irmã Silvia Graciela por mais este ano de vida que se completa. Felicidades primos!

Nelly Fullgraff Ganzo

Nelly Fullgraff Ganzo
Recebi um e-mail muito carinhoso de José Irineo Difilippo de Souza, esposo de Nelly Fullgraff Ganzo do Uruguay.
Nestes momentos, percebo como foi feliz a idéia de fazer este site da família... onde ou como poderíamos contatar pessoas tão distantes e desconhecidas de nossa família? Foi graças ao meu outro primo distante, Rodolfo Miguel Bia Ganzo que acabei encontrando tantos familiares longe de nossa terra natal. Somos uma grande família, sem dúvida! Agradeço mais uma vez aos primos do já não tão distante Uruguay, terra maravilhosa, por promover esta integração familiar.
E que Deus dê saúde a todos e nos proporcione futuramente um grande encontro pessoal entre nossas famílias. Um grande abraço!

Una historia que Nelly oyó cuando era niña:

Las causas de una emigración.

Nelly recuerda con cariño a su abuelo Angel Ganzo Fernández, que falleciera el 22/5/1941 cuando ella contaba con solo cinco años y medio de edad. En ese momento, ella ya hacía cerca de un año que sabía, gracias a la paciente enseñanza del abuelo, leer la hora en el reloj. Su abuela Dominga Bugna, la viuda de Angel, algún tiempo después le contó el motivo de la emigración de Margarita Fernández Borges (la madre de Angel), y de sus cuatro hijos.
En el pueblo de Yaiza de la isla de Lanzarote, archipiélago de Canarias, en el año 1843 nació Juan Tomás de Ganzo y Pacheco. A los 23 años de edad (el 22 de diciembre de1866), Juan contrajo matrimonio con Margarita Fernández, de 16 años de edad. Formaron su hogar y tuvieron cuatro hijos. Pero el destino quiso que en muy poco tiempo Margarita quedara viuda, y con la responsabilidad del cuidado de sus hijos exclusivamente a su cargo...
En aquellas épocas, los progresos de la ciencia y de la tecnología, como sigue siendo en la época actual, facilitan la producción de bienes y servicios, y con ello facilitan la vida de mucha gente... Pero también perjudican a otras personas... Juan y Margarita tenían “campos de cochinillas”, que eran plantíos en los que se desarrollaban unos insectos denominados cochinillas, que se utilizaban para fabricar un colorante para la industria textil. El progreso de la química, con el desarrollo de anilinas sintéticas, hizo que la demanda por el producto del que vivía la familia, prácticamente desapareciera...
Corría el año 1887 y Angel, con sus 16 años recién cumplidos, acompañado de su hermano menor Juan, que aún no había cumplido los 15 años, partieron acompañados únicamente por una carta de recomendación para una familia canaria que ya se había radicado en Montevideo, a buscar aquí nuevos horizontes y nuevas esperanzas de bienestar económico para toda la familia.
Poco tiempo después vienen también Margarita, su hijo mayor José y Virginia, la menor.
Y realmente que lograron reciclarse, transformándose de agricultores en pioneros de la electricidad y de las telecomunicaciones, no solo en Montevideo, sino en gran parte del territorio uruguayo y en el sur del Brasil.

27 outubro 2006

DA RUA... a Banda



Desta vez apresento os Ganzo músicos. Por obra do destino, muitos anos depois, os primos viriam a tocar juntos na mesma banda. No piano ou orgão eletrônico, Marcos Ganzo Pereira, o Marquinhos e na bateria, Carlos Eduardo da Costa Ganzo Fernandez, carinhosamente chamado de Carluxo.
Vale a pena conferir a banda deles tocando em algum bar de Florianópolis. Os caras são bons...

DA RUA... a Banda - Histórico Geral


No final dos anos 70 o destino colocou cara-a-cara os integrantes desta banda.
Todos morando na mesma rua (Feliciano Nunes Pires, no centro de Florianópolis) Sílvio (baterista 1963-1999), João D’Silva (baixo) e seu irmão Armandinho D’Floripa (guitarra) se encontraram ainda garotos. Entre suas brincadeiras preferidas, a de dublar canções dos Beatles era a predileta. Junto com os amigos Miguel Sobierajski e Adriano Pellizzetti (Bete Best e Ringo Starr no faz de conta) eles construíram réplicas improvisadas dos instrumentos de seus ídolos e já faziam pequenos shows para suas famílias e vizinhos. Essa brincadeira os levou a participar de uma peça teatral infantil intitulada ‘‘Os Coelhinhos Playboys’’ de Nilson Mello e Luiz Alves da Silva montada pelo Grupo Teatral Nós, onde a pequena banda (o mais velho tinha 13 anos) tinha o nome de “OS BRASAS”, e apresentaram-se nos clubes LIC e Limoense – mal sabiam eles que aqueles 02 pequenos palcos eram o início do seu futuro e verdadeiro chão. Marcos Ganzo nesta época estudava piano na Criart (escola de música), passou a estudar piano popular com a prof: Marilene.

O interesse musical passou a tomar conta de João (D’Silva) e Sílvio, este último com uma facilidade natural para tocar qualquer instrumento musical. Foi aí que Silvio, improvisando uma bateria com uma tampa de latão de lixo, um surdo de escola de samba e baquetas roubadas não sei de quem, começou um trabalho com músicas próprias em parceria com seu novo amigo Marcos Ganzo (pianista – também morador da mesma rua – daí o nome atual da banda), que aos 14 anos, fazia qualquer um parar ao ouvir a boa música que saía do seu piano de parede herdado da sua avó.
Logo após João (D’Silva) foi incluído no grupo tocando um violão Giannini Trovador ASW4 com 02 cordas (na época se colocava apenas duas para economizar as outras quatro), esse violão era ligado num amplificador Fhram com o grave todo aberto para fazer o baixo do som.
Nessa época a banda teve dois nomes: Bomba Atômica e The Free Way Band, e , teve também, dois baixistas (Gabriel Meneguelo e Junico – todos dois já falecidos (?)). Durante algum tempo Marcos Ganzo e João D’Silva ficaram enfornados dentro de um quarto ensaiando um Projeto criado por Meneguelo chamado “PLUBUMBO – Estudo Intensivo até a Morte”, onde Marcos compôs muitas de suas músicas próprias. Esses estudos ajudaram muito João (D’Silva) a desenvolver suas aptidões como baixista, guiado pelas teclas do lado esquerdo do piano de seu companheiro.

Marcos partiu para outros projetos juntamento com seu amigo Silvio, tocando com Ney Sonsini – Banda Chapéu de Cobra, Projeto Malvadeza, festivais e outros.
João (D’Silva), depois de um toque do baixista Meneguelo resolveu investir no som dos Beatles. Tirando as músicas a partir de cifras e os contra-baixos na orelhada, atraiu a atenção do seu irmão Armandinho (na época grande soltador de pipa, driblador de primeira, campeão de setinhas em gatos, cachorros e outros espécimes) a quem ensinou os primeiros acordes e dedilhados. Foi aí que Cipriano (pai das figuras), hoje artista plástico, resolveu dar uma mãozinha comprando instrumentos para montar um pequeno regional para os filhos – daí... “A Turma da Amizade”.
Equipados com um violão Di Giorgio (cordas Rumba – as mais pesadas que se tem conhecimento), um violão de 12 Giannini e instrumentos de percussão a família saía para tocar em restaurantes e bares ou qualquer buraco que desse de fazer um som.
Esta época, de músicas “diferentes”, proporcionou ao Armandinho e ao João (D’Silva) um contato maior com a harmonia musical, conhecimento esse que os fez ainda mais se apaixonarem pela música.
Passaram por essa época alguns professores esporádicos: o saudoso Tio Dé (Tio Zinder) e os primos Oque e Babinha que tocaram muito com eles, ensinando muito na área de serestas e popular.

Mas a gurizada gostava era de Rock’n Roll, e naquela fase isto significava Beatles. Armandinho tinha um amigo que queria aprender a tocar violão, mas era tão gordo que seus dedos não alcançavam as notas, então, não sei como, ele fez o cara emagrecer uns vinte quilos – era o nosso novo guitarrista: Ângelo Mendes – o Miguelão.
Com esse trio – João (D’Silva), Armando e Ângelo, formaram o “PEACE NOW” – e foram a um show de calouros na Escola Técnica Federal e arrebentaram(?) tocando Beatles. Imediatamente convocaram-os para tocar no Garota ETFSC, grande evento da escola, para isso convidaram seu amigo Silvio. Num ensaio relâmpago, na sala de jantar da casa do Cipriano, bateria com quatro tom-tons e tudo que tinha direito, tocando até a meia-noite... quase mataram a vizinhança.
Mas valeu a pena, fizeram o tal show e foram convidados para ser a banda de acompanhamento do cantor Frank. Esse convite provocou algumas mudanças: Silvio deu lugar ao baterista WILL, na guitarra entrou o experiente DENNIS dos Reis e mudaram o nome da banda para “QUARTO CRESCENTE”.
Pronto! Quando viram estavam no palco do Teatro Álvaro de Carvalho acompanhando, além do Frank, o cantor e compositor MAURO MONTEZUMA. Grande Show. Nos teclados ajudando a banda: JOÃOZINHO vulgo ‘‘Bundinha’’ da Banda da Polícia Militar, com seu teclado ‘‘a la John Lord’’.
Tocaram muuuito pelo estado com o Frank, chegando a gravar duas faixas no disco Som da Gente da RBS, até que, sentindo a necessidade de fazer o seu próprio som, fundaram finalmente o DA RUA em 1984. A formação voltava ao início – João (D’Silva), Silvio, Marcos Ganzo, Armandinho e Ângelo, e foi acrescentado ao nome da banda a palavra ‘‘... a banda’’, não num sentido esnobe, mas sim, para não ter certos títulos como: músicos da rua, conjunto da rua, moleques da rua e outros depreceativos.
Agora eram o ‘‘DA RUA... A BANDA’’.

Sem contar com o apoio dos vizinhos (mas agradecidos pelo tempo em que ajudaram), alugaram um quarto nos altos da avenida Rio Branco, na pensão dos estudantes Zé d’Arimatéia (já falecido), Carlinhos e Caldara. Para lá carregavam seus amplificadores e guitarras nas costas duas vezes por semana. Ensaiaram, ensaiaram e... bom começo – foram convidados para inaugurar o restaurante do Mário Gustavo – GOLDEN GRAU – no novo prédio da rodoviária, o Terminal Urbano Rita Maria. Sucesso: nota na coluna do Cacau Menezes (Jornal Diário Catarinense) com direito a apresentação do logotipo da banda e tudo, e convite para três semanas de show. Acho que foi a primeira e última banda que tocou naquela rodoviária.

Passaram por um tempo de reclusão ensaindo na praia de Ponta das Canas onde depois Marcos Ganzo fica em Canasvieiras tocando Piano num restaurante Internacional, junto com o Prof: de Música Jacksom Cardoso no Violão e Voz. Tocavam de Tersa à Domingo e dormiam no local, mais ganhavam muito bem. Época boa! Depois disso Marcos Ganzo monta um Recital com o Guitarrista Argentino Juan Magnelli, Ivan Krigger (baixista da banda Decalcomania), Tatiana Garces da banda Urúbu Mecânico no vocal. Depois desta fase, Marcos Ganzo vai tocar em casamentos e monta sua escolinha de piano em sua casa. Mais tarde se interessa por Jingles e parte a fazer um sociedade com sua prima e guitarrista Eliana Toloaus fasendo diverços trabalhos com empresas de renome como RBVT (Rede Barriga Verde de Televisão) com o jingle dos jogos Olímpicos de Santa Catarina!trabalhos para a Mormaii, Indusul Malhas etc. Além de trilhas musicais para Ballet e Theatro com o famoso Airtinho Perroni, mais tarde é convidado a entrar na banda de Rock Têmpera, onde fica conhecendo o Maco vocalista da banda, fasendo Shows pelo Estado de SC e Paraná. Sentindo necessidade financeira Marcos Ganzo monta a banda À Toa, para tocar no verão, composta por Iran Nunes no Baixo (ex: Asa de Morcego), Paulinho Pk na bateria, Joaquim na guitarra. Tocavam de tudo, sons nacionais e internacionais fasendo grande sucesso, que animou as noites de Floripa, durante anos, enchendo as casas noturnas!
Na banda À Toa passou grandes músicos Catarinenses tais como Rodrigo Cheffer, Renato Silva, Armandinho de Floripa, Pé Lopes (Gaúcho), Jéferson. Silvio e João (D’Silva) montaram um trabalho muito bom de duo que, durante dois anos apresentaram no restaurante do antigo Cabanas da Praia Mole, hoje ‘‘Praia Mole Park Hotel’’, que os levou a receber um convite para tocar no ÁGUA DOCE BAR no estreito.
Começando nos domingos, logo convenceram o MUSTA (dono do bar) a colocar um percussionista (ISAAC), ganharam o sábado; depois um baterista (PELÉ), substituído pelo baterista KIKO, e WILL e por fim por outro baterista (SÉRGIO – vulgo ‘‘Serjão’’), e ganharam também a sexta: Sérgio tocou com eles junto com os guitarristas Armandinho e Ângelo por dois anos com a casa completamente lotada (nessa época tocavam algumas músicas próprias, Beatles , Clapton, Lobão, Paralamas, Lulu, Elvis e outros).
E é claro, foram convidados para o grande local do som da ilha: a Lagoa da Conceição, onde já estava a BANDA À TOA, principal banda do Bar PAPO PRÁ LUA - famosa na época do Bar do Érico, com Marcos Ganzo, Junico, Joaquim e Paulinho PK. Estrearam no BILRO’S BAR dos amigos Marquinhos e Dodô, com isso esvaziaram o público do Bar do Érico que foi obrigado a contratar a banda para a sua casa. Na briga pela audiência os donos das duas casas fizeram um acerto para dividirem as datas de shows do DA RUA, com isso dividiram o lucro que a banda dava a eles. Vieram o MARÉ BRASIL, o BRASIL TROPICAL do amigo Zuzo e do falecido RABELO, o PAPO PRÁ LUA, o JUMGLE BAR e outros.
Devido a “loucura” que a noite proporcionava ao DA RUA (era um show atrás do outro), a banda deu um tempo.
E foi nesse intervalo que João (D’Silva) e Marcos Ganzo foram convidados para tocar e contribuir nos arranjos, defendendo uma música na etapa final do Festival do Banco Nacional, dos amigos Joel e Denise, junto com o guitarrista Dalner e o batera Roberto ‘‘Naturinha’’ (músico do famoso Grupo FOLK). No palco o equipamento monstruoso do ROUPA NOVA e 10.000 pessoas na platéia. Indo e voltando de avião com a “cúpula” do Banco Nacional, tiveram a oportunidade de tocar no Maracanãzinho (um grande sonho realizado).

Uns dois anos depois, após contato com dois conhecidos seus (ex-integrantes da banda OS BINOS) Armandinho convidou João (D’Silva, a partir daí) e o Silvio para uma proposta diferente: tocar LED ZEPPELIN, DEEP PURPLE, PINK FLOYD, QUENN e SCORPIONS. Ousadia proposta – ousadia aceita!... Pronto, começou tudo de novo!

Faziam parte do DA RUA: Sílvio, D’Silva, Armandinho, Grego, Luis Aurélio e Faraco (os 03 últimos viriam a montar a banda Immigrant). Com isso iniciou a onda de bandas Zeppellins, Floyds e outras mais que surgiriam pela cidade, numa época em que o rotulo “cover” não existia.

Primeiro show: Bar do Érico – DA RUA... VIVE; na seqüência, após apresentações em várias casas noturnas, o DA RUA abria o espaço para o Rock’n Roll no Teatro Álvaro de Carvalho - DA RUA... a Banda - SEXTA XIII (03 apresentações seguidas com o coral do Clube 6 de Janeiro, Coreografia, Projeções, músicos convidados (os mais carimbados: Joel Brito e Caio Muniz), iluminação e equipamento de primeira linha (Nakatani assumi a técnica) – dando início as super-produções locais). Nessa época acontece a saída de Armandinho que é imediatamente substituído por Cássio Moura na guitarra.
Após o sucesso é repetido o show SEXTA XIII, dessa vez abrindo as portas do clássico e conceituado teatro do CIC, quem diria... para o tal do Rock’n Roll. Essa grande produção e divulgação lhes valeu o prêmio de ‘‘MELHOR BANDA DE ROCK’N ROLL CATARINENSE’’ prêmio dado pela RBS na festa destaques do ano, entregue por Cacau Menezes com a presença de Lulu Santos.
Nova mudança – Grego se afasta do grupo e a banda chama para os vocais o carismático “MACO” – ex-vocalista do grupo “Têmpera”, grande conhecedor das músicas interpretadas e com um inglês fluente e impecável.
Com esta formação fazem alguns shows e por fim sobem no palco do JURERÊ INTERNACIONAL num show com Kid Abelha e Pink Floyd Cover de Sampa tocando para mais de 15.000 pessoas.

Após esses shows o DA RUA... a Banda passa por uma ruptura crucial em sua formação, convocando o fundador Marcos Ganzo para os teclados, e chama também Armandinho para assumir a guitarra principal. O DA RUA era então: Sílvio, D’Silva, Armandinho, Marcos Ganzo, Maco e Cássio Moura.

Nesse período o amigo MARCOS ZABOT começou a fazer uma cobertura em vídeo onde registrou várias imagens de bastidores e dos shows da banda (isso tudo está documentado em vários DVDs organizados por MARCOS GANZO).

Em um mês de ensaio preparam o show “DOGS”, e voltam ao teatro do CIC. Este show ainda faz excursões pelo interior do estado de SC e uma apresentação no aniversário do Iate Clube Veleiros da Ilha.

Numa visita a um show da nova banda dos antigos companheiros – a Immigrant -, o DA RUA através do baixista D’SILVA teve a idéia de montar um show tendo no mesmo palco as duas bandas, surgiu então o famoso... CONEXÃO, que apresentou pela primeira vez no CIC duas bandas tocando ao mesmo tempo, num mesmo show, com dois equipamentos completos e individuais para cada uma das bandas.
O DA RUA deixa claro que tanto o nome como a idéia do show é do baixista D’SILVA que, amigavelmente, deixou seu uso aberto a banda Immigrant, que continua o projeto até hoje, mantendo de forma primorosa a qualidade e o nome do show.

Após esse show o DA RUA voltou ao Teatro Álvaro de Carvalho com o Show NOITES. Nesse show Silvio assumiu os vocais junto com seu inseparável companheiro D’Silva, mais Armandinho, Marcos Ganzo e o Batera convidado Marquinhos Paulista. Foi um show com um repertório diferente, na verdade um show caseiro, onde rolou MADE IN BRAZIL, BEATLES, MPB e composições próprias. Este foi o show de despedida do nosso querido amigo SÍLVIO, que até hoje e sempre nos deixará saudades e só boas lembranças.

Depois desse baque... a banda se enfornou novamente e ficou preparando material próprio e fazendo aparições individuais de tempo em tempo. Marcos Ganzo montou seu Home Studio e fez a produção de alguns cds e Jingles.

Em janeiro de 2003, Ganzo convoca seu antigo parceiro da BANDA À TOA, PAULINHO PK para a batera, e os demais integrantes D’Silva e Armandinho D’Floripa para retomarem o trabalho. Em julho a banda conseguiu um novo reforço para esse novo trabalho: ARIEL COELHO – o novo vocalista.

Tendo sido uma das primeiras bandas de rock’n’roll da “ilha da magia”, o DA RUA... A BANDA, após ter passado por esse longo período de “ibernação”, voltou à cena com essa nova formação e com toda a fúria característica do rock que faziam.
A reestréia oficial aconteceu no dia 04 de setembro de 2003, no Teatro do Centro Integrado de Cultura em Florianópolis, o famoso CIC, com o Show ‘‘CÚMPLICES’’. O DA RUA dividindo o mesmo palco com seu “cúmplice” e precioso parceiro – a banda CODA, realizaram um show onde 100% dos lugares estavam ocupados e a vibração do público acontecia a cada nova canção que as bandas executavam, além disso houve a gravação do DVD ‘‘demo’’ promocionais das bandas.
Após essa reestréia, o DA RUA participou dos tributos ao Deep Purple e ao Led Zeppelin, realizados respectivamente no Sótão Bar e no Red Café (casas noturnas badaladíssimas de Floripa) e do Cesusc in Concert 2003 (como atração principal).


Em Janeiro de 2004 o DA RUA... A BANDA completou 24 anos de existência, mas como o número 24 é meio ‘‘cabalístico’’, achamos melhor completar 20 anos. Ao mesmo tempo o guitarrista Armandinho cedeu seu lugar ao mais novo integrante do DA RUA: ALEXANDRE, renomado músico e guitarrista paulista, com passagem em várias bandas do sul do Brasil.

No dia 28 de fevereiro deste mesmo ano o DA RUA... A BANDA apresentou-se no BÓIA CROSS em Praia Grande - SC, num evento para 8.000 pessoas.
Aí fechou-se mais um ciclo... o final de mais uma bela formação...


Vamos para 2006...

Show DA RUA... ROCK'N ROLL

O DA RUA volta em janeiro de 2006, revivendo, com muita energia, e, com o carisma que lhe é peculiar, os clássicos das maiores bandas de todos os tempos: DEEP PURPLE (tema do novo show), PINK FLOYD, SUPERTRAMP, LED ZEPPELIN e WHITESNAKE. O show tem as composições com sua essência básica, porém, com inusitados arranjos próprios - marca registrada do DA RUA, que nesse período chamou um grande músico para essa nova fase: TONI MONTANA – o novo vocalista (ex XYZ e TÊMPERA).
E, contou ainda, com o guitarrista DANI, que contribuiu de forma significativa para a banda se reestruturar. Ele acabou saindo, mas deixou sua participação em vários shows, gravações de estúdio e no primeiro clipe da banda.
Ainda com o DANI o DA RUA realizou em setembro o show “ELVIS & DEEP PURPLE” com a participação da banda BLUE SUEDE SHOES no Clube AVANTE em Santo Ântonio de Lisboa.


Agora novamente na ativa com sua mais nova formação o DA RUA é:

- TONI MONTANA (vocal), GUILHERME (guitarra), CARLUXO (Carlos Eduardo da Costa Ganzo Fernandez)(bateria) e os fundadores JOÃO D’SILVA (baixo e vocal) e MARCOS GANZO (teclados), e ainda conta com as participações eventuais de ARMANDINHO e ANDRÉ PASTOR nas guitarras.


É ir e conferir: o lamento sonoro do progressivo em companhia do furioso berro do rock'n roll na linguagem do imortal DA RUA.



Assinam esse histórico:

D’SILVA e MARCOS GANZO (baixista e tecladista – fundadores do DA RUA... A BANDA)

Obs. Tentamos lembrar de todas as pessoas que nos incentivaram e que fizeram e fazem o DA RUA ser a banda de rock’n roll que é até os dias de hoje, por isso pedimos desculpas caso tenhamos esquecido de alguém. Caso você tenha alguma história ou lembrança a relatar que não está no texto acima, por favor, entre em contato conosco via telefone, ou mande um e-mail para os endereços de contato da banda.

(48)9114-6117 / (48)3234-1659 / (48)3232-0929
dasilva.jdesign@gmail.com
marcosganzo@hotmail.com

23 outubro 2006

Que Venha Os Outros 40 Anos!

Eu em 1967!!! Já era gordinho!!! hehehe...

40 anos... nossa... sinceramente não sinto o peso da idade, se bem que o meu peso corporal anda enorme! Mas me sinto um guri! Um guri de 15 anos de idade!
Talvez seja por ter uma linda família, filhos maravilhosos, amigos eternos... talvez seja uma ilusão... ou talvez seja por até hoje não ter me formado na faculdade! Pretendo retornar ao meu curso de direito ano que vem, é meu objetivo!
A grande verdade é que completo 40 anos nesta terça-feira, dia 24 de outubro. Hummmmm... quanta água rolou! Revejo fitas de video da família e assisto aniversários de meus irmãos há anos atrás, comemorando 32, 35 anos... e hoje eu estou fazendo 40 anos! Eu, o mais novo, o caçula! Passou o tempo, passou rápido demais... mas tudo se resume em felicidade!
Meus pais, irmãos, minha esposa e meus filhos são meus presentes. Pude conviver já 40 anos com eles... quem tem esta oportunidade? Pouquíssimos!
Aqui estou... ainda com 39 anos... (não mais... acabou de dar meia-noite! Sou um quarentão!!!), escrevendo este rascunho do que irei publicar no blog, mas a exemplo de quando fui pai pela primeira vez, está demorando a "cair a ficha".
O quê significa chegar aos quarenta? Enta... este sufixo me incomoda um pouco! Não me preocupo com isto, mas não me sinto realmente com esta idade!
Bom, gostaria de poder convidar a todos para uma festa, mas a situação atual não me permite extravagâncias. Por isso, fico só lamentando... Puxa, 40 anos e nada de festa? É uma pena... mas quem sabe no aniversário de 50 anos eu possa oferecer!? Vá comendo margarina "BECEL" para aguentar até lá! Prepare seu coração para fortes emoções!

22 outubro 2006

Jornal Zero Hora de Porto Alegre - 16 de novembro de 2002


Mais uma reportagem postada no jornal Zero Hora de Porto Alegre. Se você tem alguma reportagem ou recorte de jornal que fale qualquer coisa dos Ganzo, por favor, enviem-na para mim. Gostaria de unir aqui todas as matérias que tratam de nossa família.

20 outubro 2006

A NOTÍCIA - 15 de Outubro de 2006




Hoje, ao conversar com o Tio Beto, soube que ele havia sido entrevistado por um reporter do jornal "A NOTÍCIA" e havia sido publicada no jornal de domingo passado esta reportagem sobre o Coronel Juan Ganzo Fernandez, aliás, Juan Pedro Guillermo Maria de los Remedios Ganzo Fernandez!!! Éééé.... preciso mesmo conversar calmamente com o tio Beto, afinal, ele sabe de muitas coisas que nós nem sonhamos...
Aqui está um link para a reportagem: http://an.uol.com.br/ancapital/2006/out/15/1ger.jsp



Geral - AN Capital

O revolucionário que fazia dinheiro

Juan Ganzo Fernandez deu ao Estado rede de telefonia e deixou marcas na história do Uruguai e Rio Grande do Sul

Carlito Costa

Tarde da noite do dia 2 de abril de 1957, Montevidéu, Uruguai. O redator do jornal "El Debate", órgão oficial do tradicional Partido Blanco, aguarda um telefonema do Brasil antes de baixar à gráfica os clichês para impressão da edição do dia seguinte. A notícia chega antes da meia-noite. Juan Ganzo Fernandez havia morrido por volta das 23 horas, aos 88 anos, em Florianópolis. A sede do Partido Blanco fechou suas portas em sinal de luto e um longo artigo homenageou o ex-companheiro, já então transformado em bem sucedido empresário no Sul do Brasil.Ganzo era um personagem da história uruguaia desde as revoltas de 1897 e 1904, em que os blancos foram derrotados por seus rivais, os colorados. É dessa época que Ganzo galgou a patente revolucionária de coronel Ganzo, que se tornaria uma espécie de apelido daí em diante. Uma vida de aventuras começou nas Ilhas Canárias (Espanha), em meados do século 19, terminou com o ex-revolucionário descansando em paz em outra ilha do Atlântico, no Sul do Brasil. No caminho, fundou empresas no Uruguai e Rio Grande do Sul, além de criar o primeiro sistema de telefonia a integrar o Estado de Santa Catarina.Juan Pedro Guillermo Maria de los Remedios Ganzo Fernandez nasceu no dia 5 de outubro de 1868 no pequeno povoado de Yaiza, na ilha de Lanzarote, uma das Canárias, arquipélago do Atlântico que pertence à Espanha. O nome comprido se deve ao costume do lugar de incorporar às crianças o nome dos padrinhos de batismo. A mãe era dona de uma fábrica de tintas e o pai morreu antes do nascimento do caçula. Em 1882, quando Juan tinha 14 anos, a família embarcou num navio e mudou-se para Montevidéu, capital de um Uruguai que enriquecia produzindo carne para frigoríficos ingleses. Herdou da mãe o tino para os negócios - ela logo abriu uma padaria e confeitaria que seria uma das maiores da cidade - e adotou para sempre a nacionalidade uruguaia.Naquela época, Montevidéu já tinha um serviço de telefones, uma novidade tecnológica na época. O escocês Alexander Graham Bell havia registrado a patente da invenção apenas seis anos antes (1876). Interessado por eletricidade, o adolescente fingia ser funcionário da telefônica local para entrar nas casas e abrir o aparelho, em busca de seus segredos. Aos 17 anos, criou sua própria companhia de telefones em San José, a 100 quilômetros ao norte da capital uruguaia, estendendo suas redes em direção ao Brasil. Em 1899 suas linhas cruzaram a fronteira, estabelecendo ligação com Bagé, no Rio Grande do Sul, onde comprou também uma empresa local de telefones e energia.
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Coronel foi pioneiro na América do Sul

Em 1922, o coronel Ganzo instalou em Porto Alegre a primeira central telefônica automática da América do Sul, três semanas antes de Buenos Aires. A central permitia ao usuário discar diretamente o número do telefone, sem a intermediação de uma telefonista. Essa inovação só chegaria a São Paulo em 1928 e ao Rio de Janeiro, então Capital da República, em 1929. Em 1924, vendeu sua Companhia Telefônica Rio Grandense (CTR) a uma empresa americana para impedir que um sócio uruguaio em apuros tivesse prejuízo ao ter que vender apenas sua parte minoritária na empresa.Com dinheiro e sem a empresa, Ganzo tratou de investir em outras coisas. Para uma ampla chácara onde morava no bairro Menino Deus, em Porto Alegre (onde hoje fica a avenida Ganzo), começou a levar animais exóticos, para ter o prazer de admirá-los. O jardim zoológico particular foi sendo dotado de leão, camelo e outros bichos, atraindo tanto a curiosidade dos vizinhos que Ganzo resolveu abri-lo ao público e cobrar ingresso. Por essa época, a convite de uma amigo que encontrou em Buenos Aires, foi assistir a um leilão no porto e acabou comprando um grande barco de passageiros. Passou a explorar uma linha regular entre Montevidéu e Buenos Aires.
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Ganzo fundou empresa que viraria a Telesc

Nos anos 1920, não havia um sistema de telefones integrado em Santa Catarina. Florianópolis e Joinville tinham seus dois sistemas locais próprios. A empresa Triks & Elkhe detinha a concessão do serviço da Capital desde 1907, por um prazo de 20 anos. Quando o prazo da concessão se esgotou, em 1927, o governador catarinense era Adolfo Konder, irmão do então ministro da Viação e Obras Públicas Víctor Konder, que conhecia pessoalmente Juan Ganzo Fernandez e sabia que o velho coronel, já com seus 59 anos, havia vendido há pouco sua empresa telefônica no Rio Grande do Sul para os americanos.Por sugestão do irmão ministro, o governador convidou o coronel Ganzo para mudar-se para Florianópolis e construir a primeira companhia telefônica estadual. Ganzo aceitou o desafio e enviou o filho Juan Carlos para dar início a empresa Juan Ganzo Fernandez. O patriarca se mudaria para a capital catarinense em 1930 e oito anos depois transformaria a empresa numa sociedade anônima chamada Companhia Telefônica Catarinense (CTC), mais tarde (1969) estatizada como Cotesc, precursora da Telesc.

Petróleo

Enquanto esteve em Santa Catarina, Ganzo não deixou de fazer negócios mais ao Sul. Em 1936, juntamente com outros sete sócios brasileiros, argentinos e uruguaios fundou a refinaria de petróleo Ipiranga, em Rio Grande (RS). Deixou a sociedade em 1938, quando um decreto do presidente Getúlio Vargas proibiu que empresas de petróleo tivessem estrangeiros como sócios. Mesmo tendo filhos nascidos no Brasil, preferiu vender sua parte, em solidariedade aos sócios argentinos e uruguaios, que tiveram de fazer o mesmo.A impulsividade de Ganzo, nos negócios ou no trato com as pessoas, era folclórica. O neto Carlos Alberto conta histórias até difíceis de acreditar. Em 1950, teria conseguido do governador a cessão do prédio onde funcionava a carceragem de uma delegacia de polícia (na rua Vitor Meirelles, ao lado do Correio) para instalar a central telefônica da cidade. "Assim que recebeu o sim do governador, pegou uma marreta e começou a quebrar as paredes com uma marreta, para reformar o prédio. Presos saíam pelo buraco aberto e recebiam imediatamente um dinheiro para ajudar a derrubar o resto da parede", conta o neto. Por essa época, teria repreendido severamente funcionários da companhia em Itajaí, reunidos num pátio, por não manter limpos os banheiros femininos, usados pelas telefonistas. "Ele mesmo, que só andava de terno, tirou o paletó, arregaçou as mangas e se pôs a limpar os banheiros com as próprias mãos", garantiu o neto. Ao mesmo tempo em que era duro, Ganzo era também inovador ao distribuir parte dos lucros aos funcionários, prática que se tornaria comum apenas muitas décadas depois. (CC)
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Mudança para o Brasil foi em 1901

Ganzo chegara ao Brasil em 1901, instalando-se em Bagé (RS). Comprou uma bela casa no centro da cidade. Para fazer frente aos ricos estancieiros da região, mandou trazer da Itália um artista para decorar o interior da casa com pinturas e afrescos, o mesmo que seria depois convidado a decorar a principal igreja da cidade. Continuou fazendo negócios sem jamais se desligar na política uruguaia. Em 1904, outra revolta estoura no país vizinho. Ganzo apóia novamente os blancos, outra vez derrotados. Carlos Alberto Ganzo Fernandez, neto do coronel Ganzo, conta um exemplo de como o avô sabia fazer o dinheiro se multiplicar. Em 1912, enviou o filho mais velho, Juan Carlos, para terminar o curso de engenharia na Europa. Juan Carlos estava na Alemanha quando estourou a Primeira Guerra Mundial, tranferindo-se para a neutra Suíça. Lá estudou pouco - não terminou os dois anos de curso nos seis que ficou lá - e se divertiu muito com festas e corridas de motocicleta. Sustentava-se com o contrabando de cigarros - mercadoria escassíssima por causa da guerra e muito valorizada - enviados pelo pai, enrolados em jornais brasileiros enviados pelo correio. Juan Carlos só voltou ao Brasil em 1918, terminada a guerra, trazido pela falsa notícia de que o pai havia morrido. (CC)

13 outubro 2006

Teodora de Ganzo, nossa Tia Dora

Foto datada de 1958. Juan Carlos Ganzo Fernandez está a esquerda , Tia Dora e Tio Ramirez ao centro, e na direita, acho que Juan Edson. Os restantes não sei identificar.

Faz algum tempo que venho querendo escrever sobre a tia Dora. Recém fez aniversário, e quando sabemos sua idade, aí, descobrimos o tanto que me atrasei em homenageá-la.

Teodora de Ganzo nasceu no Uruguai em 19 de setembro de 1913. Casou-se com o tio Serafin Ramirez Ganzo Fernandez, o tio Ramirez e passou a fazer parte desta família.
Quando eu era pequeno, lembro... tio Ramirez e tia Dora estavam regularmente com meu avô Juan Carlos. Apesar da pouca idade que eu tinha, ainda assim admirava e me orgulhava de tê-los como tios... tios avós!

Tia Dora nunca perdeu seu sotaque uruguaio, nem meu tio Ramirez... sempre foi maravilhoso ouvi-los com seu sotaque espanhol...algo como estarmos escutando também o meu avô, Juan Carlos novamente, uma volta às origens. Afinal, me orgulho de descender de uruguaios!

Hoje tia Dora está com 93 anos de idade e mora junto com a tia Nena. Passam os dias jogando cartas, como exatamente faziam há anos atrás, ainda com sua "turma" de jogos toda reunida. De lá para cá, muitos já se foram, mas a essência daqueles momentos mágicos de união e amizade pura persistem até hoje.

Vida longa tia!Seus netos sempre se orgulharão de você!Eu me orgulho!

Graham Bell Ganzo Fernandez e Ivan Cidade do Amaral


Mais uma foto compartilhada pelo primo Christian!
Graham Bell nasceu em 4 de agosto de 1927 e faleceu em 15 de abril de 2005. Foi mais um grande personagem da família Ganzo. Como muitos desta família, deixou saudades em seus familiares, sendo muito difícil esquecê-los. Christian, seu neto comenta: "Ainda sinto muito a falta dele".
É assim Christian... pessoas especiais não morrem... deixam saudades, alegrias e ainda assim continuam a nos guiar. Seu avô foi mais um que ensinou os verdadeiros valores da vida e nos ensinou a amar. Este amor que você agora partilha com sua filha Letícia é o mesmo que seu avô dedicou a você e seus familiares. O exemplos em nossa família estão em todos os ramos... não há excessões! Os Ganzo são pessoas fantásticas e de boa índole. Isto é muito bom, pois como descendentes, nos orgulhamos disto, não!?
Ivan Cidade do Amaral, nasceu em 2 de junho de 1921 e faleceu em 12 de junho de 1996. Segundo Christian, era uma pessoa de personalidade forte, que gostava de ler e de novelas. Ivan era uma pessoa muito engraçada, mas às vezes cáustica. Eles formavam um casal interessantíssimo.

Juan Edson Ganzo Fernandez e Isaura Godofin

Nesta foto, Edson Ganzo e Isaura Godofin estão juntos a seus filhos: Mahlom, Graham Bell e Lótus. Foto provavelmente tirada na década de 1930.

Hoje foi um dia bom! Realmente foi um dia muito bom!
Ainda há pouco recebi um e-mail de meu primo Christian Savedra contendo algumas fotos de sua família. Foi de forma gratificante que as recebi!
Tantos anos se passaram... quantas oportunidades de conhecê-los... e apenas o fazemos através de fotos e e-mails! Bom, felizmente ainda conseguimos trocar informações e compartilhar destas emoções. E que emoção! Ver estas pessoas tão queridas de nossa família novamente, mesmo que em fotos antigas é maravilhoso. Tenho certeza que muitos irão se emocionar ao vê-los aqui. Pois bem... eu sou um!
Christian, muito obrigado por compartilhar suas fotos! Nunca tinha visualizado estas antes!

Deixo aqui uma proposta: Façam suas homenagens aos seus parentes através do site. Mande-me seu texto e a foto que queiram publicar e as colocarei aqui!

28 setembro 2006

Juan Carlos Ganzo Fernandez



Foto tirada em 1969 no pátio da casa de meu vô Juan Carlos Ganzo Fernandez. Aparecem aqui minhas tias Francy, Carlota, meus primos Adriana e João Alberto, vô Juan Carlos, vó Albertina, meu pai Dalby Verani Pereira, minha mãe Clorinda e meus irmãos, Dalby, Ricardo, Marcelo, Marquinhos e Eu!

24 de julho de 1982... passava das 3 da tarde... minha mãe havia ido na casa do Sr. Odilon Silva pegar algo... meu pai e eu ficamos no carro aguardando aquela breve visita. Quando minha mãe retornou ao carro sua aparência era de espanto... haviam dados os pêsames a ela! Foi ali, inesperadamente que ela soube da morte de seu pai.
Lembro-me como se fosse hoje... a primeira palavra que me veio foi: descansou coitadinho!
Engraçado, naquele momento foi como uma sensação de alívio, afinal sabíamos o tanto que meu vô vinha sofrendo... mas depois... meu Deus... como chorei! Me veio todas as lembranças... boas lembranças!

Convivi com meu avô durante 15 anos, mas digo, foram anos que durarão para sempre. Aquele avô era muito especial. Tratáva-nos como filhos... ou mais do que isso, se é possível... não há qualquer vestígio de eventos desagradáveis na presença dele... nossa... éramos seus filhos caçulas... eu? Eu era um neném... ele me dava carinhos e mais carinhos... contava histórias, fábulas, com aquele seu sotaque espanhol... brincava... mesmo idoso e doente, tentava nos oferecer o seu maior bem... seu amor irredutível e apaixonante!

Este homem, me carregou no colo com o mesmo carinho a que carreguei meus filhos... foi um pai a mais para nós... uma benção de Deus!

Lembro quando ele me convidava para dormir... deveria ter meus 5 ou 6 anos... que delícia de lembrança! Lá ia eu faceiro deitar com meu avô... aquele que era uma figura maravilhosa em meus sonhos e pensamentos... e deitava ao lado dele... ouvia-o primeiramente contar alguma histórinha... e quando lá estava eu, quase adormecendo... me fazia cócegas memoráveis!!! Ahhh... que saudade daqueles momentos... daquele carinho, daquele amor!

Juan Carlos adoeceu pouco tempo depois... mas sempre que melhorava tratáva-mos de nos aproximar dele, de conversarmos com ele... de ouvirmos suas histórias.
Nossas visitas não eram diárias, mas com certeza íamos todos os domingos!
Almoçáva-mos em sua casa aos domingos... aquela fartura de deliciosas comidas preparadas com carinho pela Iaiá e a Guiomar e pela vó Albertina.
Domingo... que dia legal, almoço na vó Albertina!!! Era uma verdadeira ansiedade durante a semana... o domingo havia de chegar. Encontrar os primos, os tios... sempre havia muitas pessoas lá. Tio Beto, tia Carlota, Adriana, João Alberto, Carluxo... Tia Francy, Luiza Maria, Ricardo, Corina, Ana Luiza... meus irmãos... o Nona, o Jorge... sem contar as visitas inesperadas... sempre muita gente... e mais... os gatos... contei onze deles numa ocasião... e mais ainda... os pombos que meu avô adorava alimentar na palma da mão... dezenas deles... o querido Rusty, o cachorro de meu avô... quanta coisa para lembrar...

Passou... ficou a saudade... nem mais a casa existe... mas ao passar em frente ao terreno, com certeza muitas lembranças nos vem... todas lindas...

Juan Carlos, após um longo sofrimento, onde sua amada Albertina o auxiliou sem descanso, partiu... com certeza descansou! Mas deixou seu coração e sua bondade aqui... herdamos suas qualidades e virtudes e nos orgulhamos de sermos seus descendentes!
Meu vô... Juan Carlos Ganzo Fernandez... um dos meus ídolos... como todo ser maravilhoso, não morreu... vive para sempre no coração e na lembrança de seus familiares e amigos.

Se acredito em reencarnação ou em outra vida, outra dimensão... não sei... mas tenho uma certeza: Quando meu dia chegar, o meu desejo será o de abraçá-lo com muita força e beijá-lo como nunca o beijei... e pedirei a ele: vô, me leva para dormir!?!

27 setembro 2006

Jogatina na Lagoa


Foto tirada em 1964 na casa do vô Juan Carlos na Lagoa da Conceição. Na foto estão o sr. Odilon Silva, tio Ramirez, tia Solange Di Bernardi, primeira esposa do tio Juancito, meu pai, Dalby Verani Pereira e o vô Juan Carlos em pé, comendo melância. As crianças não identifiquei.
Repare na trapaça por baixo da mesa! Mais um daqueles memoráveis dias na companhia de pessoas maravilhosas. Há 42 anos...

26 setembro 2006

Aniversário da Tia Nena Ganzo

Nesta foto, tirada por ocasião do casamento de meus pais, aparecem as duas amigas inseparáveis... Dinorah Helena Garcia Segovia de Ganzo (Tia Nena) e Teodora de Ganzo, a Tia Dora, com seus maridos, Franklin Ganzo Fernandez e Serafin Ramirez Ganzo Fernandez.


ANIVERSÁRIO DA TIA NENA GANZO

A tia Nena está completando 90 anos.
Nena nasceu 27 de setembro de 1916.

Neste dia tão especial, quero deixar registrado mais uma vez o grande carinho que sinto pela minha Tia Nena. Todos sabem a dedicação que esta mulher prestou a todos em nossa família. Mulher forte, de coração puro, de muito calor humano. Uma mulher que dedicou sua vida aos outros, sofreu muito por isso, mas não se entregou... construiu sozinha um caminho lindo, ladeado de flores, rumo ao panteão das deusas. Uma mulher maravilhosa, de fé inabalável que neste dia tão especial, merece algo igualmente especial.
Espero que todos que a conhecem, hoje liguem para ela e a cumprimentem, desejem-lhe saúde e muita disposição. Ela merece!

Tia Nena, agradeço de coração todo seu amor para conosco em todos esses anos que tivemos o prazer de conviver com a senhora. Desejo a você Tia, muitas felicidades, saúde e esperamos que nos brinde com sua linda presença por muitos e muitos anos!

Beijos!

Teu sobrinho-neto...

24 setembro 2006

Tia Francy

Foto tirada pela tia Nena Ganzo em 14 de janeiro de 1942. Aqui aparecem tio Franklin, Tia Francy (adultos), Beto e Pochi (crianças). Melhor dizer, tio Carlos Alberto Ganzo Fernandez e minha mãe, Clorinda Ganzo Pereira.


Ainda há pouco retornei de um passeio agradável em Balneário Camboriú... Fui levar meus pais ao aniversário da Tia Francy.
Francy Ganzo Fernandez faz anos amanhã, dia 25 de setembro e celebrou mais um ano em grande estilo. Reuniu seus filhos, netos, parentes e amigos em seu apartamento e nos brindou com sua presença em mais uma bela tarde. Inesquecível, pois ali, para comemorarmos seu aniversário, fomos presenteados pela presença marcante de tantas pessoas queridas. Pois é verdade, são ocasiões como essa que deveriam ser perpetuadas, porque, pensem... quando é que encontramos nossa família unida? Casamentos... uma raridade ou cemitérios... o mais concorrido! Sinceramente, prefiro a primeira opção! Por isso sempre digo aos meus filhos... preservem suas amizades... seja de amigos ou de parentes. São eles que nos darão alegria pelo resto de nossas vidas.
Voltando a falar da Tia... Tia Francy. Crescemos ouvindo seu nome... mesmo quando vivia em São Paulo, longe desta porção familiar, ainda ecoava muito forte seu nome. O carinho na voz de quem pronuciava seu nome era o sinal de que esta mulher já pertencia ao rol das mulheres sagradas de nossa família. É meio difícil para mim falar sobre todas e inclusive de minha tia, mas não necessito esmiuçar a vida dela para ter certeza que ela é realmente alguém muito especial. Todos assim falam dela, seus irmãos, seus filhos... seus netos.
Francy está de parabéns por seu aniversário e seu neto, Ricardo Ganzo Weickert Caldas está lhe presenteando com seu segundo bisneto. Em breve estará aqui no meio de nossa família mais um Ganzo. Parabéns Tia! Saúde e felicidades! Parabéns ao paizão de primeira viagem e a seus pais Luiza Maria e Raul Caldas Filho.
Realmente foi muito bom! No final, quem ganhou presente fui eu!

15 setembro 2006

Clorinda Ganzo Fernandez


Pochi sopra as velinhas... 15 delas... com seu vestido branco, doce cor da inocência, bordado e radiante, mas não tão radiante quanto seu sorriso! Ela corta o bolo e festeja... Foi em 8 de janeiro de 1953...

Esta menina, antes de pequenos gestos, cresceu e se tornou mulher. Mulher de grandes feitos, guerreira, forte, fascinante. Uma mãe idolatrada, onde seus filhos, ainda hoje recorrem por auxílio e por carinho.
Minha Mãe! Clorinda Ganzo Pereira, nome que adotou após casada, é uma mulher MARAVILHOSA!
Altamente preocupada com os filhos e a família, nunca se deixa abater.

Querida mãezinha... sabes que não são letras que a farão sentir nosso amor por ti, mas registrar aqui o quão bela mãe você é e o tanto que agradecemos por existires é nosso propósito.
Sabemos o que sofresse para nos criar e educar... crescemos e atingimos a maturidade... mas não saímos de tuas asas... asas macias e quentinhas... onde não mais coubemos em grupo, mas que, um a um de nós, seus filhos, vamos nos aconchegar. Não saberemos viver sem o seu carinho e sua força. Sem você somos frágeis... nossas forças se esvaem. És nossa protetora e não seria exagero dizer que és nosso Anjo da Guarda! Deus te abençoe Mãezinha! TE AMAMOS DEMAIS!

Carlos Dalby
Ricardo
Roberto
Marcelo
Marcos
Maurício

14 setembro 2006

Mario Radium Ganzo Fernandez


Fui hoje ao cemitério e aproveitei para fotografar. Pode parecer tétrico, mas é a única maneira de visualizar esta foto. Nunca vi outra fotografia de Radium, a não ser aquela que já publiquei aqui anteriormente.
Interessante o fato de colocarem esta miniatura em metal na lápide. Não se faz perguntas sobre a causa mortis. Está explícito! Acidente aéreo!
E tem mais, descobri que seu nome era Mario Radium Ganzo Fernandez.

13 setembro 2006

Certidão de Casamento de Juan Tomás de Ganzo e Margarita Fernandez


Documento enviado por Rodolfo Miguel Bia Ganzo do Uruguay. Cópia da certidão de casamento de Juan Tomás y Pacheco e Margarita Fernandez.


El Infrascripto párroco de Yáiza em la isla de Lazarote, diocésis y província de Canárias.

Certifico: Que al folio 2 vuelto del libro 4 matrimonial se registra la siguiente partida: “Em el lugar de Yaiza”, isla de Lanzarote, diocésis y província de Canárias à veinte y dos de Diciembre de mil ochocientos sesenta y seis. Yo el infrascripto Cura – Párroco de Nuestra Señora de Los Remédios case por palabras de presente, à Juan Tomás y Pacheco, natural de Arrecife, soltero que era artesano de edade veinte y tres años, hijo legítimo de Patrício Tomás de Ganzo, labrador y ministro del culto, y de Tomasa Pacheco vecinos de dicho lugar y naturales el primero del mismo y la segunda de Teguise, com su convencina Margarita Fernandez natural de este referido pueblo ocupada en los quehaceres domésticos, soltera que era de edad de diez y seis años, é hija legítima de José Fernández labrador de esta naturaleza y vecindad y Maria Borges que nació en Tiagna de Teguise, habiendo precedido todas las ritualidades y requisitos para la validez de este contrato-sacramental, siendo su padrino D. Guilhermo Tapham y Cabrera, madrina D. Margarita Cabrera de Tapham ambos propietarios vecinos de Arrecife donde nació aquel y esta en el expresado Teguise, y testigo, D. Antonio Ramos Curbelo y D. Patrício Tomáz de Ganzo com otros propietarios de esta naturaleza e vecindad. E para que conste firmo la presente. Fecha nt supra=Santiago Gándrez Maldonado y Dávila= rubricado.

Lo anteriormente relacionado está conforme con m original à que me refiero. = Emendado = nació = vale =

Yáiza a diez y meia de mayo de mil novecientos, veinte y cinco.

José Andrés Hernández

José Hernández Arata Abogado y Notario del Nuestro Colegio Notarial de Las Palmas con residencia y vecindad en esta Capital de Distrito.
Doy fe: Que conozco y reputo legitima la anterior firma y rubrica
Don Andres Hernández Mauricio cura parroco del pueblo de Yáiza cuyo cargo se hallaba ejerciendo con la fecha del anterior documento sin que me conste nada en contrario. ----
Por lo cual a petición de parte expido este testimonial del que dejo nota en el libro indicado y lo signo, firmo y suscribo en Arrecife de Lanzarote a veintidos de Mayo de mil novecientos veinticinco.

José Hernández Arata

Visto bueno al signo firma y rubrica del Notario Don José Hernández Arata.
Arrecife Mayo veintidos de mil novecientos veinte y cinco.
El juez de primera instancia Pedro de ¿???
Visto

Certidão de Nascimento de Juan Carlos Ganzo Fernandez


Mais uma preciosidade que nosso primo Rodolfo Miguel Bia Ganzo me envia. A certidão de nascimento de Juan Carlos Ganzo Fernandez que nasceu em Florida, Uruguay em 5 de Fevereiro de 1892. Aiai... e agora? Sempre soubemos que seu aniversário era no dia 3 de Fevereiro, inclusive ele próprio. Segue aí a transcrição em espanhol feita pelo Rodolfo. Outro detalhe intrigante: Se Juan Ganzo nasceu em outubro de 1872, neste documento de fevereiro de 1892 ele deveria estar com 19 anos. Será que nasceu em 1868? E agora? Precisamos ter cópia da certidão de nascimento em Lanzarote... só assim para desfazer o mistério!

Trascripción de la partida de Juan Carlos Fernández

En la Florida el día veinte y cuatro (24) de Febrero de mil ochocientos noventa y dos (1892) a las tres y media de la tarde por ante mi Manuel A. Pagola Juez de Paz de la 1ª sección del departamento de la Florida y Oficial del Estado Civil, compareció Don Juan G. Fernández de veinte tres años (23) de edad, de estado casado de nacionalidad oriental de profesión electricista y vecino de la Calle … declarando con objeto de que se inscriba en el Registro Civil: Que en su domicilio las chacras --- el día cinco (5) del mes de Febrero à las diez y cuarto de la noche nació un niño que es hijo legítimo del declarante y su esposa Clorinda Caricochea oriental labores de su sexo de diez y nueve años igual domicilio.

Que es nieto por línea paterna de Juan G. Fernández español finado y de Margarita Fernández española, viuda, labores de su sexo de cuarenta y seis años, vecina de Montevideo y por línea materna de Juan Caricochea oriental, casado, propietario de cincuenta y cuatro años y de Rosaura Herrera oriental, labores de su sexo, de cincuenta y un años, vecina de Montevideo.
Y que al expresado niño se le ha puesto el nombre de Juan Carlos -------------------------

Declaró además ---------------------------------------------------------------------------
Todo lo cual presenciaron como testigos Don Joaquín Del Castillo de treinta y ocho años de edad, de estado viudo, de nacionalidad oriental, de profesión abogado y domiciliado en la calle Independencia y Don Teofilo Osorio de veinte un años de edad, de estado soltero, de nacionalidad oriental, de profesión procurador y domiciliado en la calle Convención.

Leída esta acta la firman conmigo los declarantes y testigos. Testado = la calle 25 de Mayo = vale

Juan G. Fernandez

J. del Castillo

12 setembro 2006

Meus Irmãos

Foto feita em nossa casa de praia na Lagoa da Conceição. Junto está nossa prima Rossana Pereira Bez.

Estava olhando as fotos antigas e veio a saudade de nossa juventude! Éramos felizes e não sabíamos! Que época boa, a familia reunida, nossos avós vivos, tios, primos... casa cheia!
Neste espaço de tempo, de quase 40 anos, muita coisa mudou. O que não muda!?
Mas sempre estivemos muito preocupados com a nossa própria existência... não frequentávamos as casas de nossos avós como deveríamos, nem as casas dos tios, dos primos, dos amigos... e acabamos por perceber tardiamente que o melhor de nossa vida são nossas amizades! Não vivemos sem elas. Quando percebemos isto, alguém muito especial já partiu... é o ciclo da vida.
Agora, revendo esta foto de 1967 (eu tinha 1 ano), observo nós seis em volta de nossa querida mãezinha. Reparo o sorriso dela e penso como ela também estava feliz... e olha que não deveria ser fácil para ela, cuidar de seis rapazes, todos pequenos... mas ela não se importava com o trabalho e cuidava muito bem de nós e de todos que estivessem juntos da gente.
Meus irmãos... lamento que tenhamos crescido e criado esta individualidade e repassado a nossos filhos. Sabemos que não viveremos para sempre e que esta nova geração que pusemos no mundo precisará mais do que nunca se unir para enfrentar este mundo violento e cruel que está se avizinhando. E creio que este recado sirva também para todos que estão lendo esta mensagem. Reencontrem-se! Somos uma linda família, com muita história de honestidade e amizade. Devemos proteger as novas gerações dos descasos da nossa geração.
Um grande abraço à todos e reflitam sobre o assunto!

10 setembro 2006

Franklin e Berta Ganzo Fernandez

Estava olhando as fotos que minha tia-avó Nena nos emprestou para escanear... muitas fotos... porém, me chamou a atenção a foto acima... reparem na data da foto: 16 de setembro de 1913. Nossa!!! Nela aparecem Franklin e sua irmã Berta Ganzo Fernandez. Interessante... pois a data que me passaram de seus nascimentos (gêmeos) é 13 de agosto de 1904. Neste caso, se a data escrita na foto for real, eles estariam aí (na foto) com nove anos! Não me parece ser este o caso! Por favor, aos descendentes de Franklin e Berta Ganzo que lerem esta postagem, mande-me a data correta, ok!?
Imagino que estivessem com a idade entre quatro a seis anos. Assim, nasceram entre 1907 a 1909. Confirmem!
De qualquer forma, mais uma linda foto que coloco no site para apreciarmos, pois do contrário, jamais iríamos tomar conhecimento.
Aviso mais uma vez aos primos, amigos, conhecidos... se tiverem alguma coisa, foto ou documento sobre alguém da família e queira compartilhar, por favor, entrem em contato comigo. Meu e-mail está aí ao lado e meu telefone é: (48) 8407-3800. Um grande abraço à todos!


Observação adicionada em 11 de setembro de 2006.
Estive hoje no cemitério visitando os túmulos de meus avós e tios. Aproveitei e li as datas impressas nas lápides. De fato, a data de nascimento de Franklin Ganzo é 13 de agosto de 1906. Desfeito o mistério!

09 setembro 2006

Jornal El Debate - Montevideo - Uruguay - 1957




Talvez às novas gerações não soe conhecido o nome régio varão, - JUAN GANZO FERNANDEZ - que acaba de falecer em Florianópolis, longe da pátria que tanto amou e em serviço da qual consumiu parte dos muitos anos de sua existência e talvez o melhor de sua inteligência lúcida e de seu insuperável espírito de empresa, que tantas vezes adquiriu perfis de aventura.
Tinha oitenta e quatro anos de idade. Viveu-os entre o Uruguai e o Brasil. Por onde estivesse, por onde ecoasse a sua voz e se notasse o seu gesto, todos os que o conheceram, viam na sua presença, um símbolo de amizade indestrutível entre ambos os povos.
Foi um AVANÇADO na organização de empresas de vasto alcance, algumas quase lidando com quimeras. Todas, destinadas a estimular o progresso, a abrir horizontes às novas gerações, ensinando-as a ganhar o sustento fora dos quadros burocráticos e politiqueiros e orientando-as sem cessar, acêrca das inecedíveis virtudes do trabalho, da independência econômica e da liberdade espiritual e cívica.
Foi um grande otimista. Não conheceu a fadiga, nem o amedrontou o fracasso, nem o desanimou a incompreensão. Tirou novas forças de todas adversidades que atravessou com temperança e senhorio, e, somente agora, pode-se dizer, ao ser abatido pela morte, que conheceu o descanso.
Foi um homem estreitamente vinculado aos grandes dirigentes da política tanto do nosso país como do Brasil. Ganhava a confiança e a estima, pela seriedade de seus procedimentos, pela lealdade de suas atitudes, e pelo empenho com que se multiplicava para ser útil e ao mesmo tempo afastar todo o baixo propósito de lucro e toda a vã e estéril ostentação. Prestou eminentes serviços à soliedariedade uruguaio-brasileira. Em momentos difíceis se não se tivesse em primeiro lugar o conselho de sua experiência, muitos assuntos intrincados teriam ficado sem solução. Seu patriotismo, limpo e romântico, nunca lhe criou incompatibilidades para militar no Partido Nacional. O serviu, o ajudou, o assistiu, confidelidade exemplar, desde os dias azarosos do QUEBRACHO até estas últimas semanas, em que ver HERRERA (líder do Partido Nacional) e estar na sede do Diretório, ainda que fôsse por instantes, compunham uma espécie de obsessão, como se buscasse na visão do Homem a quem havia seguido durante tantos anos, e na da Casa que havia contribuido a formar, a feliz serenidade, a terna alegria de suas grandes devoções para empreender a viagem sem retorno.
O conhecemos a muitos anos. Centenas de vêzes Herrera no-lo apontou como exemplo de patriota, de partidário e de amigo. Pudemos comprová-lo. O admiramos, porque nunca o vimos desfalecer. Ganzo Fernandez, o Coronel Ganzo Fernandez, como o chamávamos ademais nos oferecia sempre uma idéia constante de luta e de superação, de eterna juventude. Parecia imortal.
Na despedida, pensamos que, em seu féretro, bom lugar teria um punhado de terra uruguaia. Se sentiria menos só, no mistério do trânsito eterno.
Nos curvamos ante sua figura, quase lendária, e evocamos com emoção e saudade, o exemplo de sua vida e de sua paixão pela Pátria e pelo Partido Nacional.

06 setembro 2006

Juan Carlos Ganzo Fernandez e a Lagoa da Conceição


Foto tirada por Aleksander Saikowski, cunhado de Juan carlos em 1957. Ao fundo, a Lagoa da Conceição e no alto do morro, a famosa Igrejinha.


Juan Carlos, mesmo que a contragosto, acabou por enraizar-se a Florianópolis (o Coronel Juan Ganzo precisava implantar aqui a Cia Telefônica Catarinenese a pedido do então governador Adolfo Konder). Não que não gostasse de Florianópolis, mas porque deixara seus amigos em Porto Alegre e Bagé no Rio Grande do Sul e além disso, como diria numa entrevista a um jornal local, Florianópolis ainda era uma província, onde ainda havia bondinhos puxados a burro! Mas ficou e daqui não mais saiu. Apaixonou-se pelo local e mesmo podendo viajar para onde bem entendesse, optou por destinar sua vida a Florianópolis. Numa dessas viajens de negócios, feita ao Rio de Janeiro, conheceu Albertina Saikowska. Apaixonaram-se e fizeram juras de amor eterno. Como num filme romântico, Albertina e Juan Carlos resolveram viver juntos e assim, voaram de hidroavião para Florianópolis. Aqui desembarcaram no cais da beira-mar. Minha vó sempre lembrou com muita saudade deste dia... nunca havia visitado a capital de Santa Catarina e quando a fez, já foi para ficar. Sobrevoou a ponte Hercílio Luz, avistou aquela linda cidadezinha e seus olhos brilharam ainda mais. Era aqui que ela queria viver com seu amado e ter seus filhos. Nada de cidade grande... nada de Rio ou Porto Alegre. Sim, Albertina também se encantou com Florianópolis e sua gente.

Continuando... Juan Carlos, após ter se rendido aos encantos desta terra, tratou de escolher, além de sua residência, um local lindo, único, onde pudesse passar seus momentos de folga com sua família e amigos que, assim como em Porto Alegre e Bagé, já eram muitos. Lá foi Juan Carlos... num jeep willys, desbravar os morros e as praias da capital catarinense. Lindas praias, todas encantadoras... mas, uma em especial chamou-lhe a atenção: Lagoa da Conceição. Juan Carlos apaixonara-se por sua beleza refletindo na água, pela Igrejinha pitoresca, e por sua gente. Encantou-se com a beleza das dunas que adentravam ao mar... tudo era lindo! Sendo assim, Juan Carlos tratou de adquirir seu imóvel e construir sua casa. Esta casa ficou sendo o lugar de descanso de Juan Carlos. Vivia com a casa cheia. Família, amigos, vizinhos... tudo era muito gostoso com sua presença. Juan Carlos amou a tudo e a todos nesta cidade que o acolheu com tanto carinho.

05 setembro 2006

Avenida Ganzo, por quê?


Recorte do jornal Zero Hora de 17/02/2005, na coluna Palavra do Leitor. Resposta a pergunta: A avenida Ganzo, em Porto Alegre, tem esse nome em homenagem a que personalidade?

Mais um pouco da história da família que se perderia no tempo não fosse a excelente idéia de minha mãe em guardar a página do jornal. Quanta coisas jamais saberemos!!!

O Zôo da Vila Diamela


Recorte retirado do jornal Zero Hora de 09/06/2005, da coluna dev Olyr Zavaschi.

Avenida Ganzo - Porto Alegre - RS - Brasil


Recorte retirado do jornal Zero Hora de 03/09/1976. Reportagem sobre a av. Ganzo, situada no local onde antigamente Juan Ganzo Fernandez tinha sua residência e um zoológico, o primeiro do sul do Brasil.

O uruguaio que fez o gaúcho falar


Recorte do jornal Zero Hora do Rio Grande do Sul, coluna do sr. Olyr Zavaschi, de 02/04/2001 e recorte da correção da notícia na mesma coluna em 21/04/2001.

Juan Edson Ganzo Fernandez


Foto de Juan Edson Ganzo Fernandez.
Não tenho dados algum sobre este meu tio-avô. Apenas sei que nasceu no dia 19 de setembro e casou-se co Isaura Godofin. Teve três filhos, Mahlon, Graham Bell e Lótus.

Que bom... recebi o nome da filha de Edson e outros dados preciosos através da ex-nora de Graham Bell, Marilia A. Oliveira.

Um grande abraço e obrigado!


Obs. Esta foto é datada de 1949.

Dalby e Pochi


Dalby conheceu Clorinda (Pochi) de forma inusitada. Era da boléia de um caminhão que Dalby observava Pochi na sacada de sua casa na rua Bocaiúva aqui em Florianópolis. Dalby era jovem, alto, bonito (segundo minha mãe) e muito namorador. Trabalhava com seu pai no Bar Rosa, na praça XV, local de encontro da alta sociedade da época.
Muitas meninas do colégio Coração de Jesus comentavam sobre aquele jovem... mas Pochi não tinha ainda o interesse despertado para o jovem Dalby. Pois bem, certo dia, Dalby em seu caminhão, carregado de engradados de cerveja, parou em frente da casa daquela bela jovem e apresentou-se e a convidou para um passeio. Clorinda não foi, mas trocou gentilezas e sonhou...
Dalby muitas vezes passou por lá novamente, mas o pai de Clorinda não concordava com algumas atitudes daquele rapaz galanteador. Mas surgiu Albertina Ganzo e como toda boa mãe, ajudou Pochi a conhecer melhor aquele rapaz. Foram ao cinema, caminharam no parque, conversaram... inocências da juventude.
Passara-se o tempo e aquele amor cresceu. Logo veio o casamento em 1957 e o amor rendeu seus frutos: Seis filhos. Seis varões!!!

04 setembro 2006

Argemiro Afonso Pereira e Lucinda Cascaes Verani Pereira

Foto tirada em ocasião do casamento civil de meus pais, Clorinda Ganzo Pereira e Dalby Verani Pereira em 1957.


Argemiro Afonso Pereira e Lucinda Verani Pereira, meus avós por parte de pai.
Tive a felicidade de conviver vários anos com eles. Vivíamos nas casas dos nossos avós.
Como moramos muitos anos ao lado da casa de minha avó Lucinda, frequentemente almoçáva-mos ou jantáva-mos com eles. Sopa de capelleti, canedre, raviolli, etc... tudo que esta maravilhosa vó fazia era delicioso. Ahhh... tá me dando fome!
Bom, Argemiro Afonso Pereira (Merico) nasceu em 24 de julho de 1904 e Lucinda Cascaes Verani em 19 de agosto de 1906. Não tenho dados sobre meu avô, mas minha avó nasceu em Orleans, Santa Catarina, Brasil.
Vó Lucinda foi uma mãe e avó exemplar. Típica descendente italiana, cozinhava como ninguém. Mulher muito meiga e amiga, vivia com a casa cheia, meus pais, tios, tias... nossa! Era muita gente mesmo. Ela tinha mais de dez irmãos!!! Passavam horas jogando canastra e jogando conversa fora. Bons tempos... o tempo corria devagar e quando chegava a hora da janta... avanço na sopa de capeletti ou na de canedre! Como era bom aquilo tudo. Minha vó deixou-nos em 1989. Lembro que fui visitá-la no hospital e o enfermeiro levou-a para fazer um exame. Estava na maca e eu a empurrei para o laboratório. No caminho, doentinha que estava, ainda pediu desculpas por eu estar ali, a carregando. Querida vózinha, nem sei o tom de minha resposta, mas sei sim, que eu não seria a pessoa que tenho orgulho de ser, sem seus ensinamentos, convicções e moralidade. A senhora, vô Merico, vó Albertina e Juan Carlos e lógico, nossos pais e familiares mais próximos, moldaram nosso caráter e nos construiram dignamente. Agradecemos eternamente por termos tido o prazer de conviver com vocês.
Creio que falar de Argemiro Afonso seja mais fácil. Convivemos mais tempo com ele, crescemos mais, amadurecemos mais e aprendemos mais. Na juventude, nos desviamos de nossa família para conviver com os amigos... o tempo passa, temos nossas próprias vidas, filhos, seguimos rumos diferentes e de repente, descobrimos um pouco tarde, o verdadeiro tesouro que temos em nossas próprias casas: Nossa Família!
Tratar Argemiro pelo verdadeiro nome é estranho para muitos. Crescemos ouvindo-os chamar de Merico, tanto que meu filho Victor ao começar a balbuciar as primeiras palavras dizia: Vovô Bibico.... risos... e ao meu pai, Dalby Verani Pereira chamava de vovô Bibi. Que bacana... meu filho conheceu seu bisavô e que bisavô! Nossa... bastava ele chegar e a turma em volta dele se reunia. As histórias que contava, o carinho com que nos tratava, a meiguice em seus olhos. Tudo contribuia para admirá-lo. Uma lenda viva, pois era a pessoa mais velha na família e tinha sempre muita coisa para nos ensinar. Partiu de repente de nossas vidas, tão de repente que, do mesmo modo que minha vó Albertina, ainda sinto como se ele estivesse na casa de minha tia Sirley, aguardando o domingo para almoçar lá na casa de meus pais e juntarmos a família em sua volta. É... a vida é assim... a única certeza é que iremos um dia partir e pensar que nos veremos novamente é um conforto. Vô Merico e vó Lucinda... lhes amamos muito e sempre estarão em nossas melhores lembranças.

Do seu neto

Maurício

Albertina e Familia


Albertina Saikowska de Ganzo com sua familia. Em primeiro plano seus pais, Boleslaw e Emilia. Acima à esquerda, Albertina (blusa branca) entre as irmãs Lídia (esquerda) e Ira e Alexander (tio Sacha). A familia Saikowski se estabeleu no Rio de Janeiro. Com exceção de Albertina, que veio para Florianópolis com Juan Carlos Ganzo Fernandez, todos os outros da sua familia continuaram a viver no Rio. Nesta foto não consta sua irmã Lilian, que já casada, emigrou para os Estados Unidos da America. Foto datada de 1955.

Albertina Saikowska de Ganzo


Albertina Saikowska de Ganzo em foto tirada na década de 50.

03 setembro 2006

Dona Albertina Saikowska de Ganzo


Albertina está aqui com sua família. Seu pai Boleslaw, sua mãe Emilia, seus Irmãos, Sacha, Ira, Lilian e Lidia. Albertina está carequinha... não queria aparecer, se escondeu e cortou o próprio cabelo para ficar feia e seus pais não a colocarem na foto. Não adiantou... acabaram por raspar o resto de cabelo e assim, tiraram a foto em 1926.


Albertina Saikowska nasceu em Tbilisi, no Cáucaso Russo, em 20 de agosto de 1919. Seu pai, oficial do Czar Nicolau II, na época da revolução bolchevista foge com a família para a Lituânia e depois para a Polônia. Aos 9 anos, Albertina chega ao Brasil como imigrante e, com a família, instala-se no Rio de Janeiro. Em 1929, ingressa na Escola do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para estudar com Maria Olenewa. Em 1937, ano em que se casa e passa a assinar o sobrenome Ganzo, transfere-se para Florianópolis. E apesar da inexistência de qualquer manifestação de dança cênica na cidade, Albertina Ganzo não abandona sua vocação. Passa então a montar coreografias para festas beneficentes e a ensinar danças folclóricas russas e latino-americanas para as meninas da socidade local. Em 1950, é aberta a primeira escola de dança clássica de Santa Catarina, a Escola de Dança Albertina Saikowska de Ganzo. Em 1972, passa a contar com a assistência de sua filha, Clorinda Ganzo Pereira, carinhosamente chamada "Pochi" e que, 10 anos depois, assume o lugar de Albertina Ganzo, nessa época afastada por motivos de saúde. Albertina Saikowska de Ganzo morreu em 2 de agosto de 2000.


Texto retirado da página:
http://www.revistamuseu.com.br/noticias/not.asp?id=5158&MES=/11/2004&max_por=10&max_ing=5

Através deste humilde site venho prestar minha homenagem a minha avó Albertina.
Vó, onde quer que estejas, sabemos que estás olhando por nós e também que estás na companhia de Juan Carlos e de todos os nossos entes queridos que já partiram.
Sabemos que nosso dia chegará e que com certeza iremos poder te abraçar e beijar novamente. A saudade é muita e às vezes acho que estás em teu apartamento, em teu sofá, vendo teu programa favorito na tv. Esperando para a qualquer momento algum de nós toque a tua campainha e te faça companhia.
Os dias passam rapidamente e cada vez mais próximo está o momento que irei também subir até seu apartamento e te ver novamente. Te amo vózinha, te amo muito!
Com carinho...

Do seu neto Maurício



Albertina está aquí con su familia. Su padre Boleslaw, su madre Emilia, y sus hermanos, Sacha, Ira, Lilian y Lidia. Albertina está peladita debido a que no quería ser retratada. Se escondió y corto su propio cabello para quedar fea y que sus padres la eximieran de aparecer en la foto. No tuvo suerte ... decidieron terminar de cortar su cabello y así sacaron la foto en el año 1926.

Albertina Saikowska nació en Tbilisi, en el Caucazo Ruso el 20 de agosto de 1919. Su padre, un oficial del Zar Nicolás II en la época de la revolución bolchevique huyó con la familia para Lituania y mas tarde para Polonia. A los 9 años, Albertina llega al Brasil como inmigrante y junto a su familia se instala en la ciudad de Río de Janeiro donde estudia con María Olenewa. En 1937, año en que se casa y comienza a firmar con el apellido Ganzo, se muda a Florianópolis.
A pesar de la inexistencia de cualquier manifestación de danza escénica en la ciudad, Albertina Ganzo no abandona su vocación. Comienza entonces a montar coreografías para fiestas de beneficencia y a enseñar danzas folclóricas rusas y latino-americanas para las niñas de la sociedad local. En 1950, abre sus puertas la primer escuela de danza clásica de Santa Catarina, la Escuela de Danza Albertina Saikowska de Ganzo. En 1972 comienza a contar con la colaboración de su hija, Clorinda Ganzo Pereira, cariñosamente llamada "Pochi" y que 10 años mas tarde asume el lugar de Albertina Ganzo, en ese entonces ya apartada por motivos de salud. Albertina Saikowska de Ganzo murió el 2 de agosto del 2000.

Texto trascripto de la página: http://www.revistamuseu.com.br/noticias/not.asp?id=5158&MES=/11/2004&max_por=10&max_ing=5

Mediante este humilde sitio quiero rendir homenage a mi abuela Albertina.
Abuela, donde quiera que estés, sabemos que estas mirando por nosotros y también que estas en compañía de Juan Carlos y de todos nuestros entes queridos que ya partieron.
Sabemos que nuestro día llegara y que con seguridad podremos volver a besarte y abrazarte nuevamente. La nostalgia es mucha y a veces creo que estas en tu apartamento, en tu sofá, viendo tu programa favorito en la TV, esperando que en cualquier momento alguno de nosotros toque a tu timbre y te haga compañía.
Los días pasan rápidamente y cada vez esta más próximo el momento en que subiré hasta tu apartamento y podré volverte a ver. Te amo abuelita, te amo mucho!
Con cariño ...

Tu nieto Mauricio
Traducido al español por Rodolfo Bia

02 setembro 2006

Franklin Ganzo Fernandez e Dinorah Helena Garcia Segovia de Ganzo


Franklin Ganzo Fernandez nasceu em 13 de agosto de 1906. Casou-se duas vezes. Com sua primeira esposa, teve 3 filhos e com sua segunda esposa, Dinorah Helena Garcia Segovia de Ganzo (Tia Nena), com quem viveu até seus últimos dias, teve 2 filhos, Maria Tereza e José Antônio. Com este casamento, ele acabou por introduzir na familia esta mulher maravilhosa ao qual hoje, todos nós descendentes, inclusive os mais jovens ouvimos falar tão bem.
Tia, te amamos muito! Mereces muito mais do que um espaço com sua história, mereces todo o amor e carinho de nós, sobrinhos, sobrinhos-netos... todos lhe devemos um muito obrigado por tudo que fez por nós. Dedicada e preocupada com tudo e com todos. Poderia ter sido enfermeira, pois assim sempre agiu. É tiazinha... a senhora está em nossos corações e aqui permanecerá para sempre. Beijos! Somos todos seus filhos, filhos de coração!

Hoje, Dinorah Helena Garcia Segovia de Ganzo encontra-se com 90 anos de idade, mas se Deus quiser, ainda viverá por muitos anos junto de nós! Nasceu em 27 de setembro de 1916.




Franklin Ganzo Fernández nació el 13 de agosto de 1906. Se caso dos veces. Con su primera esposa, tuvo 3 hijos y con su segunda esposa, Dinorah Helena García Segovia de Ganzo (Tía Nena), con quién vivió hasta sus últimos días, tuve 2 hijos, Maria Tereza e José Antônio. Con este casamiento él introdujo a la familia a esta mujer maravillosa de la cual todos sus descendientes, inclusive los mas jóvenes oímos hablar tan bien.
Tía, te amamos mucho! Mereces mucho mas que un espacio con tu historia, mereces todo nuestro amor y cariño, sobrinos, sobrinos-nietos... todos le debemos un 'muchas gracias' por todo lo que has hecho por nosotros. Dedicada y preocupada con todo y por todos.
Podría haber sido enfermera, pues siempre actuó como tal. É tiazinha... tú estas en nuestros corazones y permanecerás allí por siempre. Besos! Somos todos sus hijos, hijos del corazón!

Hoy, Dinorah Helena García Segovia de Ganzo se encuentra con 90 años de edad, pero si Dios quiere, aun nos acompañara por muchos años! Nació el 27 de septiembre de 1916.

Traducido al español por Rodolfo Bia

Recortes de Jornal - Nos Tempos da CTC


Texto retirado de suplemento especial de jornal de circulação em Santa Catarina por ocasião da inauguração da nova sede da TELESC (Telecomunicações de Santa Catarina) em 1976. Conta a história da Cia. Telefônica Catarinense, de propriedade de Juan Ganzo Fernandez, encampada no governo do Sr. Ivo Silveira no ano de 1968.

Recortes de Jornal - Juan Carlos Ganzo Fernandez


Entrevista concedida a Raul Caldas Filho por Juan Carlos Ganzo Fernandez. Texto retirado de suplemento especial de jornal de circulação em Santa Catarina por ocasião da inauguração da nova sede da TELESC (Telecomunicações de Santa Catarina) em 1976.

01 setembro 2006

Radium Ganzo Fernandez


Radium Ganzo Fernandez era o filho mais novo de Juan Ganzo Fernandez e Clorinda Caricochea.
Faleceu no acidente aéreo relatado na postagem anterior. Em seu túmulo encontra-se a miniatura em bronze do avião acidentado.
Segundo minha mãe, Radium teve um filho com uma descendente alemã e que este filho mora ou morava em Tijucas, SC. Seu nome seria Hervin. Se você sabe algo sobre ele, por favor, estamos aguardando seu contato!

A morte de Radium Ganzo Fernandez



TERRÍVEL DESASTRE DE AVIÃO EM JOINVILLE

Perde a vida o jovem Radio Ganzo, ficando gravemente ferido o comandante Rubens Doring

Mais um desastre de aviação vem de registrar-se em nosso Estado, causando profunda consternação, não só por ter nêle perdido a vida um moço altamente relacionado, como ainda em face do estado melindroso em que se encontra, um dos mais destemerosos e arrojados oficiais da nossa brilhante Marinha de Guerra. Pelas informações que conseguimos colher, o desastre deu-se do modo seguinte: Afim de assistirem á inauguração, em Joinville, do Clube dos Planadores, seguiram no preterito sábado, pelas 16,30 horas, dois aviões da Base da Aviação Naval, da Ressacada, um dêles pilotado pelo 1° tenente aviador Walter, levando como passageiro o sr. Franquelito Ganzo, presidente do Aero-Clube Civil de Florianopolis, e o outro pilotado pelo comandante Rubens Doring, que se fazia acompanhar do jovem Radio Ganzo, pertencente, tambem, ao aludido Clube.

EM JOINVILLE
Chegados os dois aviões a Joinville, iniciaram sobre a cidade uma série de arriscadas acrobacias, sendo que, em dado momento, quando sobrevoava pela rua 9 de Março, ao fazer um "looping", o aparelho do comandante Rubens Doring, devido a uma pane no motor, caiu em "parafuso-chato" procurando o piloto, escapar das casas, atingindo assim o leito da rua, onde o aparelho ficou destroçado. Tanto o comandante Walter, como o sr. Franquelito Ganzo, presenciaram a horrivel tragédia; pelo que rumaram ato contínuo para o campo de aterrissagem.

AS VÍTIMAS

As vítimas da tragédia, retiradas dos escombros do aparelho, foram removidos para o Hospital local, onde após duas horas, o jovem Radio Ganzo sucumbia, sendo infrutiferos todos os recursos da ciencia, empregados pelos facultativos joinvilenses no sentido de salvá-lo.
O comandante Rubens Doring, recebeu ferimentos generalizados de carater grave, achando-se em tratamento no Hospital de Joinville.

OS FUNERAIS

Transportado para esta capital, o cadaver da vítima, realizaram-se os seus funerais, ôntem, pelas 18 horas, com grande acompanhamento, saindo o prestito funebre da rua Frei Caneca, residencia do sr. João Carlos Ganzo, irmão da vítima.O sr. coronel João Ganzo Fernandes, que se encontrava no Rio, chegou ainda a tempo de assistir aos funerais de seu desditoso filho, viajando em um avião da Marinha, posto á sua disposição pelo presidente Getulio Vargas.

O AVIÃO SINISTRADO

O avião sinistrado chegou, ôntem, a esta capital, em um caminhão da Aviação Naval.
Profundamente sentidos com a brutalidade da tragedia, nós, os de A GAZETA, apresentamos á ilustre familia enlutada, a expressão sincera das nossas condolencias.

TEXTO RETIRADO DE RECORTE DE JORNAL "A GAZETA" DA ÉPOCA.

Radium Ganzo Fernandez morreu em 9 de novembro de 1937 aos 24 anos! Filho mais novo de Juan Ganzo Fernandez e Clorinda Caricochea.